terça-feira, 17 de agosto de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
Cantá seja lá como fô,
si a dô fô mais grandi qui o peito,
cantá bem mais forti qui a dô.
Cantá pru mo da alegria
também pru mo da tristeza,
cantando qui a natureza ensina
os homê a cantá.
.
Cantá sentindo saudade
qui deixa as marca de verga
di arguém que os ôio não vê
e o coração inda enxerga.
.
Cantá coieno as coieita
ou qui neim bigorna no maio,
qui canto bom de escuita
é o som da manhã di trabaio.
.
Cantá cun quem dinuncia
a pió injustiça da vida,
a fome e as panela vazia
nos lá qui num tem mais cumida.
.
Cantá nossa vida e a roça
nas quár germina as semente,
as qui dão fruto na terra,
as qui dão fruto na gente.
Cantá as cabloca cun jeito,
cun viola e catigoria,
e si elas cantá no seu peito,
não tem cantá qui alivia.
Cantá pru mo disperta
o amor qui bate e consola
pontiano dento da gente
um coração de viola.
Cantá com muitos amigo
qui vida canta mió,
é em bando qui os passarinho
cantando disperta o só.
Cantá, cantá sempre mais,
di tarde, di noite, di dia,
cantá, cantá, qui a paz
carece de mais cantoria.
Cantá seja lá como fô,
si a dô fô mais grandi qui o peito,
cantá bem mais forti qui dô.
domingo, 27 de junho de 2010
sexta-feira, 4 de junho de 2010
jean rouch, 1973
"Acredito que o mundo atual se caracteriza por este tipo de dúvidas.
Todos se perguntam pelas razões das coisas. Creio que atualmente pela primeira vez numa guerra, a dos americanos no Vietname, os soldados realmente procuram descobrir os motivos que criaram a luta. Entre 1939 e 1945, os soldados não souberam colocar adequadamente esta pergunta. De 1914 a 1918 os soldados se deixaram matar sem qualquer indagação.
"Perguntar pela razão das coisas não conduz ao imediato encontro da resposta. Mas quando a dúvida chega, as ligações entre o observador e o observado deixam de ser automáticas – passam a ser mais humanas. Com freqüência a preocupação com uma atitude antropológica leva o observador a se comportar como alguém culto que faz perguntas a pessoas sem qualquer cultura, quando o importante é conseguir um diálogo antropológico entre pessoas que pertençam a culturas diferentes. O cinema, neste sentido, é ideal para o diálogo porque tanto propõe perguntas às pessoas observadas quanto ao observador".
sexta-feira, 9 de abril de 2010
belas frases escrevem belas estórias;
uma estória contada por meio de imagens em movimento é cinema!
Cinema por vezes é um filme de curta-metragem...
Ilha das flores, um filme curta-metragem:
http://www.portacurtas.com.br/pop_160.asp?cod=647&Exib=2769
Acesse, é gratis: custa pouco e vale muito!
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